quarta-feira, 24 de março de 2010


 ?


Por vezes sinto necessidade de fazer algo impensável.
Supostamente, depois da situação estudada pelos peritos, podemos concluir que nem sempre sabemos ao certo o que é inferior ou superior à matéria-prima desencadeada pelos organismos irreais. É uma ideia simplesmente arrebatadora que nos leva para outra dimensão talvez intergalactica. Todos os factos abrangem um ideal catastrófico que atormenta o ser Humano através das suas características fundamentais e possivelmente fenomenais. Depois disto é escusado dizer que nem sempre a urbanização celular é a melhor opção para melhorar o planeamento do suposto espaço atmosférico e/ou também, neste caso, mental.
De uma forma mais resumida, concluímos que, por mais que nós tentemos fazer com que a eliminação de teses problemáticas dificilmente resolúveis seja mais acentuada , nunca conseguiremos pois nem tudo o que nós imaginamos está ao alcance dos nossos poderes visuais, tacteais e/ou sensoriais. É algo que nos transcende, algo que nos ilumina, algo que nos deixa atabalhoados e nos faz estimular e destruir as nossas células irreproduzíveis, algo assim como a leitura repetitiva deste texto ou a intensa tentativa de criação de uma explicação para a sua elaboração.


segunda-feira, 22 de março de 2010


Verbo " Ir Chamar o Gregório"

 


(Presente)

Eu vou chamar o gregório
Tu vais chamar o gregório
Ele vai chamar o gregório
Nós vamos chamar o gregório
Vós ides chamar o gregório
Eles vão chamar o gregório


quarta-feira, 17 de março de 2010

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quarta-feira, 10 de março de 2010


Um dia diferente …


Acordei bem-disposto e cheio de vontade de viver um dia diferente.

Sim, algo que não fosse beber cerveja, fumar ganza, injectar-me ou masturbar-me em frente ao computador, pois já se tornava numa enorme rotina. Tirei um macaco do nariz, colei-o debaixo da cama e surgiu-me uma belíssima ideia - “ Hoje vou jogar futebol com o pessoal!! “.

Com a preguiça de me levantar da cama telefonei ao meu vizinho.

- “Tão hoje vão jogar à bola?”

- “Vamos pois, então?”

- “Boa pá, dá para jogar convosco?”

- “ uh … uh … epa … acho que sim …  “

- “ Boa, lá estarei então!! “

Senti-me feliz, há oito anos que não jogava futebol. A última vez que joguei foi uma situação um pouco complicada, pois fui apanhado pelo técnico a masturbar-me no balneário. Ele expulsou-me da equipa e a partir daí fiquei traumatizado. Finalmente consegui superar o trauma e decidi jogar novamente.

(Por volta das 17h30 …)


...

Fui para o campo, lá estava o pessoal a fazer as equipas. Por fim escolheram-me quando já não havia mais nenhuma hipótese de escolha. Comecei o jogo no banco e via o mau futebol que se praticava. A minha equipa não estava a render e então pedi para entrar. Não deixaram …

…

…

Estava a ver um filme pornográfico no telemóvel quando me chamaram. Entrei, por fim, estava no minuto 85.

Eu fintava, eu passava, eu dava caneladas e cabeçadas … Estava a dar o meu melhor quando ouço um amigo meu: - “ Ei, já te disse mais de mil vezes para não passares a bola a esses, esses são os da outra equipa!! “  … Eu não gosto que falem assim comigo … comecei a enervar-me … dirigi-me até ele e dei-lhe com os pitons no pescoço. Para não bastar ainda veio o arbitro mostrar-me o vermelho. Aí então foi a gota de água … saquei do garfo que trazia entre as meias e as caneleiras e espetei-lhe uma garfada no olho direito. Ele começou a gritar e a chamar-me f … da p … o que me enervou ainda mais e instantaneamente fez com que eu o pontapeasse na boca, violentamente, partindo-lhe alguns dentes com os quais ele se engasgou fazendo com que se estende-se no chão, de olhos esbugalhados, com falta de ar.

Saí chateado do campo, o jogo não me tinha corrido bem. Fui para casa triste e cheio de vontade de comer uma sopa de legumes.

sexta-feira, 5 de março de 2010


Seria um OVNI ou uma ovelha?

Estava uma noite muito escura.
Vagueava eu pelos campos alentejanos com uma lanterna na mão e uma Sagres na outra. Ouvia os grilos, as corujas, os sapos, os cães a ladrar lá nos montes ao fundo, o vento a bater nas árvores e o rugido dos amortecedores dos carros que por ali pairavam escondidos entre os olivais onde os casais iam  aliviar o seu desejo sexual. Via a lua quase escondida, os grilos que esmagava violentamente com as minhas galochas autografadas pelo Bob Marley , as corujas que desmaiavam quando sentiam o meu hálito podre a álcool, os sapos que eu pontapeava intensa e repetidamente contra as arvores onde faziam um barulho do tipo: “ tsloc! ” e os vidros dos carros escondidos que eu partia com pedradas. Só não ouvi nem vi um pequeno gatinho, que se encontrava ali meio despedaçado, dava a entender que havia sido atropelado e torturado por um tractor, no qual tropecei e caí. Quando me levantei reparei que tinha a blusa cheia de merda, pois havia ali uma bosta de vaca na qual eu acertei. Tinha as mãos completamente escalavradas e a sangrar abundantemente, o nariz completamente despedaçado, uma lasca de madeira espetada no olho direito, entrou-me uma barata para o ouvido, uma fractura exposta no joelho esquerdo e … Oh NÃO!!!  A garrafa Sagres estava tombada uns metros mais a frente e já sem qualquer pinga de cerveja… não queria acreditar no que estava a acontecer …. Era impensável estar no meio do campo sem uma cerveja! Um grande dilema surgia. O que fazer? Voltava para traz para ir buscar outra? Ou continuava o passeio e arriscava-me a desidratar a meio do caminho onde os bichinhos se iriam apoderar do meu cadáver despedaçando-o até desaparecer?! Pensei alguns minutos e cheguei a uma conclusão: “vou seguir em frente e mostrar a mim mesmo que sou capaz de completar esta longa caminhada sem beber”. Segui então por aquela estradinha já velhinha.
 
(alguns segundos depois … )
 
“Não … eu fui tão parvo … eu não devia ter continuado sem a minha cerveja!!” – dizia eu desesperado já sem força,  com uma respiração muito fraca e uma visão muito turva … Não aguentava mais … ajoelhei-me, olhei para o céu e arrotei. Deparava-me com o meu fim, todos os meus planos, todas as minhas colecções incompletas de cromos do bollycao e dos tazos da matutano seguiam por água abaixo … quem iria completar estas colecções? Estava triste … uma lágrima descia-me pela cara limpando algum do sangue que já começava a secar… até que … comecei a ver lá ao fundo duas luzes meio amareladas de onde provinha uma buzina ensurdecedora e uma voz que dizia com extrema simpatia: “ Sai da estrada caralho!!”.
O que seria? Um OVNI? Uma ovelha? Não sei … até hoje não sei… 













(Acordei algumas horas depois num hospital, cheio de ligaduras e agulhas espetadas por todo o lado, do qual fugi e corri de seguida para o café beber uma cerveja … )


quinta-feira, 4 de março de 2010


Ao grande Dj Kabaya

Por vezes acordamos cedo e respiramos o ar fresco da manhã;
Por vezes não puxamos o autoclismo depois de cagar;
Por vezes desmaiamos depois de fumar uma ganza;
Por vezes a mãe chateia-se porque deixámos a secretaria suja de restos de coca;
Por vezes deixamo-nos dormir durante o acto sexual;
Por vezes assaltamos velhinhas à porta dos casinos;
Por vezes subimos laranjeiras na esperança de conseguir tocar no céu;
Por vezes mandamos pedradas e facadas uns aos outros apenas porque é bonito;
Por vezes vomitamos ao pé dos caixotes do lixo;
Por vezes ligamos para o 112 a pedir uma pizza;
Por vezes andamos a caçar gatos com uma G3, com uma fita na cabeça e camuflados com ramos de oliveira;

Mas ...
 
 Nada disto se compara à alegria que é ir fritar a mioleira no Praxis club com DJ KABAYA!!


 
Força aí puto ;)
!Estamos contigo!


Este vídeo faz-me lembrar a minha adolescência